(Crédito: Rafael Ribeiro / CBF)
Publicado em 24 de junho de 2026, às 12h00 site futebolpaulista.com.br
Brasil e Escócia se enfrentam na noite desta quarta-feira, 24 de junho, às 19h, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. O confronto -que vale a classificação e o primeiro lugar na chave- será o 77º da Seleção Brasileira contra uma europeia em toda a história das Copas. São 44 vitórias, 16 empates e 16 derrotas, num total de 64,9% de aproveitamento com 138 gols marcados e 85 sofridos. Pelé é o artilheiro brasileiro nestas partidas.
Destes 76 jogos contra europeus, quatro foram justamente contra a Escócia, estando a seleção brasileira invicta. No primeiro jogo, em 1974, na Alemanha, empate sem gols; em 1982, na Espanha, vitória brasileira por 4 a 1 com gols de Zico, Oscar, Éder e Falcão; oito anos depois, na Itália, Muller marcou o gol solitário da vitória brasileira; enquanto Cafu e Boyd (contra) marcaram os gols do Brasil na vitória por 2 a 1 na França, em 1998.
Após ser derrotado por Iugoslávia e Espanha nas Copas de 1930 e 1934, respectivamente, o Brasil conseguiu sua primeira vitória contra europeus no Mundial da França, em 1938, quando venceu a Polônia por 6 a 5. Naquela mesma edição ainda venceria a Tchecoslováquia e Suécia, para conquistar o terceiro lugar, na primeira grande campanha brasileira em Copas.
Após seis jogos de invencibilidade contra países da Europa -com direito a goleadas históricas sobre Espanha e Suécia em 1950- o Brasil voltou a ser derrotado na Suíça, em 1954, quando foi eliminado pela Hungria após perder por 4 a 2 no que ficou conhecido como a ‘Batalha de Berna’.
Taça em solo europeu
Para conquistar a primeira das cinco taças, porém, o Brasil foi até a Europa. Na Copa da Suécia, em 1958, o time comandado por Vicente Feola enfrentou seis europeus, vencendo a Áustria na estreia, empatando com a Inglaterra na segunda partida e engatando quatro vitórias seguidas contra União Soviética, País de Gales, França e Suécia para ser campeão do Mundo.
O bi, no Chile, veio com vitórias contra Espanha na primeira fase, Inglaterra nas quartas de final e Tchecoslováquia -contra quem empatou sem gols na segunda partida- na decisão.
Fim da invencibilidade
Para conquistar as duas primeiras taças da Copa do Mundo, o Brasil esteve invicto por dez jogos contra países europeus. A vitória diante da Bulgária na Copa de 1966, na Inglaterra, aumentou essa marca para 11 jogos, mas antecedeu duas derrotas para Hungria e Portugal que eliminou precocemente a seleção bicampeã da disputa pelo tri.
Este, porém, veio na Copa seguinte, no México, e com europeus sendo superados no caminho. Na primeira fase, Tchecoslováquia, Inglaterra e Romênia foram vencidas por 4 a 1, 1 a 0 e 3 a 2, respectivamente. Diante da Itália, a decisão valia também o título de primeiro tricampeão do mundo e o Brasil não tomou conhecimento ao vencer por 4 a 1.
As próximas derrotas para europeus foram traumatizantes. Na primeira oportunidade de buscar o tetracampeonato, o Brasil sucumbiu diante da Holanda na Copa de 1974, na Alemanha, onde ainda perdeu o terceiro lugar ao ser derrotado pela Polônia. Já em 1982, na Espanha, a derrota foi para a Itália de Paolo Rossi, que frustrou toda uma geração de brasileiros que apostavam na conquista do título do time que encantava a torcida.
Maior sequência invicta
Em meio a um longo jejum de títulos mundiais, após a derrota para os italianos, o Brasil conseguiu emplacar a sua maior sequência de invencibilidade contra europeus em Copas do Mundo, com 12 partidas sem perder.
Após vencer Espanha, Irlanda do Norte e Polônia, a seleção brasileira foi eliminada pela França na Copa do México, em 1986, somente nos pênaltis; na Copa da Itália, em 1990, venceu Suécia e Escócia antes de ser eliminada pela Argentina; na campanha do tetracampeonato, Rússia, Holanda e Suécia -com quem havia empatado na primeira fase- foram superados antes da vitória nos pênaltis diante da Itália; e, por fim, na Copa da França, em 1998, venceu a Escócia na estreia, mas já classificado o Brasil teve a sequência de invencibilidade quebrada ao perder para a Noruega no último jogo da primeira fase. Aquele time ainda perderia a final da Copa para a França, em nova derrota traumática para europeus.
O penta contra europeus
Para ser pentacampeão em 2002, na Copa do Mundo do Japão e da Coréia do Sul, o Brasil teve que enfrentar -e vencer- europeus em cinco oportunidades. A Turquia, na estreia e na semifinal, além de Bélgica, Inglaterra e a Alemanha, na decisão, que foi derrotada por 2 a 0.
Desde então, dificuldades…
Desde o penta, porém, o Brasil enfrenta muitas dificuldades nos confrontos contra times da Europa. São 13 jogos com 5 vitórias brasileiras -todas na primeira fase-, 5 derrotas -todas em mata-mata- e 3 empates, inclusive no último confronto, na Copa do Mundo do Catar, em 2022, quando foi eliminado pela Croácia, nos pênaltis.
A última vitória foi contra a Suíça, ainda na fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022, no Catar, com gol de Casemiro.
Destas cinco derrotas, destacam-se as eliminações para França e Holanda nas Copas de 2006 e 2010, na Alemanha e África do Sul, respectivamente; além do 7 a 1 sofrido pelos alemães e precedido da derrota por 3 a 0 para os holandeses na disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo disputada em casa, em 2014.
Artilharia
Segundo maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo com 12 gols, Pelé é o destaque da lista contra europeus, com 11 tentos anotados, seis na Copa de 1958 e cinco na Copa de 1970. Na sequência aparece Leônidas da Silva, que marcou 8 vezes, enquanto Ademir de Menezes e Vavá fecham o Top 3 com sete gols cada.
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