A Emefi Prof° Posidônio Salles, localizada no bairro Jardim Americano, conquistou a certificação 5.0 na tarde desta quarta-feira (15), tornando-se a 44ª unidade da rede municipal de São José dos Campos com o selo.
O reconhecimento valoriza escolas que investem em inovação, infraestrutura e práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento integral dos alunos.
História e homenagem
Com 503 alunos matriculados e uma equipe formada por 28 professores, além de funcionários diretos e terceirizados, a unidade se destaca pelo compromisso com a qualidade da educação e pela construção de um ambiente acolhedor e inovador.
Durante a cerimônia, dois importantes nomes da história da escola foram homenageados: as merendeiras Zulmira dos Santos e Vera Lucia Rodrigues Roldan, que marcaram gerações de alunos com dedicação e carinho.
Zulmira dos Santos, que trabalhou a época da escola ainda Estadual, de 1978 a 1992, ficou muito feliz e emocionada com o reconhecimento. “Eu não esperava acontecer essa homenagem, estou muito contente por estar aqui. Sinto saudade das crianças, deles vindo na cozinha perguntar o que tinha pra comer e da alegria deles. Toda a minha família estudou aqui e para mim isso é muito gratificante”, afirmou.

Zulmira trabalhou na época em que a escola ainda era estadual e foi homenageada nesta quarta | Foto: Cláudio Vieira/ PMSJC
Vera Lúcia Roldan, que iniciou no ano de 2012 e aposentou em 2023, também se emocionou ao falar sobre os tempos de merendeira na escola.
“Eu sinto saudades daqui, mas de vez em quando, mato essa saudade viu? Moro pertinho, então vira e mexe eu estou aqui, faço até um cafezinho. Hoje foi uma felicidade imensa, estou muito feliz em receber uma homenagem e a minha plaquinha, saber que o nosso trabalho foi reconhecido. Estou muito feliz”, disse sorridente.

Vera Lucia, que atuou na escola após a municipalização, também foi homenageada no evento |Foto: PMSJC
A aluna Ana Lívia, de 6 anos, compartilhou sua experiência com os novos espaços da escola: “Eu achei a escola linda, fui na sala de leitura e gostei muito, está muito legal”, contou.

Ana Lívia tem seus espaços preferidos na escola e a Sala de Leitura é um deles | Foto: PMSJC
“Essa certificação é resultado de um trabalho coletivo, feito com muito empenho, dedicação e amor pela educação. Ver a escola reconhecida dessa forma reforça que estamos no caminho certo, oferecendo aos nossos alunos um ensino de qualidade e um ambiente cada vez mais acolhedor e inovador”, frisou a diretora Tatiane Bispo.

Tatiane Bispo destacou a importância da certificação 5.0 para toda a comunidade escolar |Foto: Cláudio Vieira/ PMSJC
Escola renovada e mais moderna
A certificação 5.0 também reflete os investimentos em infraestrutura realizados na unidade. A escola passou por reforma e ampliação, com a construção de uma nova área e a modernização dos espaços já existentes.
Ambientes como AEE, API, sala de HTC e quadra foram mantidos e aprimorados. A ampliação incluiu novas salas de aula e refeitórios para alunos e funcionários, proporcionando mais conforto e funcionalidade.
Além disso, a unidade ganhou novos espaços pedagógicos, como: Espaço Maker, Sala Google, Sala de Arte, Recupera, Laboratório de Ciências, Atendimento do Serviço Social e Sala dos Professores, fortalecendo práticas inovadoras no ensino.
A equipe de manutenção e obras da Prefeitura também esteve presente na cerimônia de certificação, prestigiando a conquista e celebrando o resultado do trabalho realizado.

Escola passou por reforma e ampliação, com melhorias na estrutura | Foto: Cláudio Vieira/ PMSJC
A Emefi Professor Posidônio Salles foi municipalizada em 2012 e, ao longo de seus 14 anos como unidade da rede municipal, vem se consolidando como referência em educação de qualidade, inclusão e inovação.
A certificação 5.0 reforça o compromisso da rede municipal de São José dos Campos em oferecer uma educação cada vez mais moderna, acessível e conectada às necessidades dos estudantes.
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Educação e Cidadania
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com 48 seleções. Esse formato representa um aumento de 16 times em relação às edições anteriores, então é bem possível que, nos confrontos entre favoritos e azarões, vejamos placares dignos de hóquei, que podem rivalizar com a maior goleada já registrada na história dos mundiais, estabelecida pela Hungria, que humilhou o pequeno El Salvador em 1982.
A seleção da Hungria na Copa de 1982, na Espanha, certamente não estava entre os times mais fortes do torneio. Ainda era uma equipe de qualidade, mas fazia parte de um segundo escalão, atrás de Alemanha, Brasil e Itália. Nos anos 70 e 80, o país era presença constante nas Copas (1978, 1982, 1986), mas a era de ouro de Ferenc Puskás já era apenas uma lembrança.
Os nomes de László Fazekas e Tibor Nyilasi eram respeitados no futebol europeu, o time ainda se destacava pelo estilo ofensivo e pela técnica apurada, mas a torcida não tinha grandes expectativas em relação aos seus ídolos. Não era para menos: seguir os passos dos antecessores vitoriosos era praticamente impossível.
El Salvador chegou ao torneio sabendo que nunca havia marcado um gol em Copas do Mundo. Em sua estreia (1970), perdeu todos os jogos da fase de grupos, por um total de 9 a 0. É verdade que o país vivia outros problemas na época, já que estava em meio a uma guerra civil. O futebol não tinha infraestrutura adequada e a seleção tinha dificuldades até para organizar amistosos.
A maior estrela do time era Jorge “Mágico” González, um craque que chegou a jogar no Cádiz e no Valladolid, da Espanha, mas acabou prejudicado pela falta de disciplina. O lendário Diego Maradona chegou a dizer que ele era um dos jogadores mais talentosos que já viu. Nem ele, porém, conseguiu evitar a goleada que até hoje é lembrada.
Para ambos os times, era a estreia no grupo 3 da Copa do Mundo. O jogo entrou para a história e, até hoje, detém vários recordes: é a maior vitória da história das Copas e também o único caso em que um time marcou 10 gols em uma única partida. László Kiss segue sendo o único jogador a fazer um hat-trick saindo do banco, e ainda em apenas sete minutos.
O único gol de El Salvador foi marcado por Luis Ramírez Zapata, aos 19 minutos do segundo tempo, diminuindo para 5 a 1. Como ele mesmo relembrou depois, os companheiros aconselharam que não comemorasse muito, pois tinham medo de irritar os húngaros e levar ainda mais gols. No fim, a Hungria marcou mais cinco.
“Se jogássemos 100 vezes, não conseguiríamos repetir aquele placar”, disse Nyilasi, autor de dois gols, após a partida. “Eles não eram jogadores tão ruins quanto o placar sugere. O problema foi que tentaram atacar de forma muito ingênua,” completou sobre o adversário.
El Salvador perdeu os dois jogos seguintes e, até hoje, aquela foi sua última participação em Copas. Nem a goleada ajudou a Hungria, que acabou eliminada na fase de grupos diante de Bélgica e Argentina.
Depois do vexame, o clima em El Salvador ficou tenso. Por causa do desempenho ruim, Mauricio Rodríguez foi praticamente destituído do cargo de técnico pelos próprios jogadores Ramón Fagoaga, Norberto Huezo (capitão) e Jovel, que anunciaram que assumiriam a responsabilidade pela tática nos jogos restantes contra Bélgica e Argentina.
São José dos Campos registrou queda de 40% no número de óbitos no trânsito em vias com tráfego urbano em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os casos passaram de cinco ocorrências, em março de 2025, para três, em março de 2026, segundo dados do Infosiga.
Considerando o total de mortes no trânsito no município, a redução no período foi de 25%, com os registros passando de oito para seis.
Em março de 2026, os óbitos registrados em vias com tráfego urbano envolveram duas ocorrências com motocicletas e uma com automóvel. No mesmo período de 2025, os registros envolveram um pedestre, uma motocicleta e três automóveis.
Em relação ao perfil das vítimas nas vias urbanas, em março de 2025 foram registrados três homens e duas mulheres, com predominância da faixa etária de 30 a 59 anos – que concentrou quatro casos, além de uma ocorrência com pessoa de 60 anos ou mais.
Já em março de 2026, todas as vítimas nas vias urbanas foram do sexo masculino, sendo uma na faixa de 18 a 29 anos e duas com idade entre 30 e 59 anos.
Trabalho permanente
A redução dos índices reflete o trabalho contínuo da Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, com foco em engenharia de tráfego, fiscalização, educação para o trânsito e uso de tecnologia.
Entre as ações desenvolvidas pelo município estão o monitoramento permanente, o reforço na sinalização viária, as ações educativas do EducaMob, a atuação integrada com outros órgãos e o acompanhamento técnico dos pontos com maior necessidade de intervenção.
Compromisso com a vida
A Prefeitura de São José dos Campos mantém a segurança viária como prioridade permanente.
O acompanhamento dos indicadores contribui para o planejamento de novas ações e para o fortalecimento das estratégias de prevenção, com o objetivo de tornar o trânsito cada vez mais seguro para toda a população.
Paula Paz
Mobilidade Urbana
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Mobilidade Urbana
A tenda montada na sexta-feira (17) no mirante do cruzeiro – Praça Monsenhor Antônio Castro e Silva – foi palco de um momento aguardado há 18 anos pelos moradores da Vila Leila, na região norte de São José dos Campos.
Nesse lugar santo e com uma vista deslumbrante da cidade, 56 proprietários viram a espera se transformar em felicidade quando foram anunciados pelo mestre de cerimônia para receber das autoridades presentes a escritura de doação do imóvel pela Prefeitura.
Esperança e gratidão
Entre as famílias, o sentimento foi de alegria e emoção. “É um momento de conquista, de muita espera, de muita esperança e do trabalho realizado e conquistado”, disse o morador Celso Teixeira de Castro.
Benedita Donizetti de Campos afirmou que agora está despreocupada e se sente mais segura. “Estou muito feliz, uma gratidão enorme a todos que ajudaram, a Deus, Nossa Senhora Aparecida, todos os anjos.”
Representando os moradores, Cesar Elias destacou a importância da conquista para a comunidade. “Agora não pode uma pessoa vir e falar que nosso imóvel vale tanto. Não, nosso imóvel vale mais. Então é muito bom, é gratificante.”
Ao dar a bênção, o padre Fábio Ferreira Costa comparou esse tempo de espera ao período de caminhada do povo hebreu pelo deserto até chegar à terra prometida. “Pai de bondade, abençoai vossos filhos e filhas, as suas casas. E aqui o sinal permanente de sua dignidade, a escritura que traz também a bênção de Deus. Toda vez que entram para dentro da sua casa, do seu lar, agora sabemos que definitivamente tudo está regularizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!”
Dignidade e reconhecimento
Essas famílias fazem parte do grupo que tinha sido transferido para o local em 2008 devido à construção da Via Norte. O bairro foi regularizado em 2015.
A entrega das escrituras integra o Plano de Gestão 2025-2028 e tem o objetivo de assegurar o direito à propriedade. Com o documento, os moradores obtiveram vários benefícios, como a maior valorização dos imóveis, a liberdade para fazer melhorias, negociá-los ou deixar aos herdeiros sem qualquer preocupação com o aspecto legal.
Claudio Ferreira Ribeiro
Habitação e Regularização Fundiária
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Habitação e Regularização Fundiária
Celebrado em 15 de abril, o Dia Internacional do Ciclista é uma oportunidade para destacar a importância da bicicleta na construção de cidades mais humanas, sustentáveis e seguras.
Em São José dos Campos, esse compromisso vai além da data e se traduz em ações concretas, como a ampliação da malha cicloviária, os investimentos em mobilidade ativa e o incentivo ao uso da bicicleta no dia a dia da população.
Cidade Amiga da Bicicleta
Reconhecida pela ABCSP (Associação Brasileira de Ciclistas) como Cidade Amiga da Bicicleta, São José dos Campos se destaca pelo investimento contínuo em mobilidade urbana e pela criação de espaços que oferecem mais segurança, conectividade e qualidade de vida para quem pedala.
Atualmente, o município conta com 271 quilômetros de infraestrutura cicloviária, consolidando uma das maiores malhas do Estado de São Paulo.
Bike SJC
Além da expansão da infraestrutura, São José também investe em soluções que aproximam a bicicleta da rotina da população.
O programa Bike SJC, integrado ao transporte público, ampliou as opções de deslocamento urbano e fortaleceu a mobilidade sustentável no município.
Implantado em maio de 2024, o sistema passou a contar, em 2025, com 750 bicicletas compartilhadas distribuídas em áreas de interesse público, como parques, praças, unidades de saúde, universidades e espaços esportivos em todas as regiões da cidade. O serviço já superou a marca de mais de 200 mil viagens realizadas.
Mais do que celebrar uma data, São José dos Campos reafirma um compromisso permanente com a mobilidade sustentável e com a valorização da bicicleta como meio de transporte, lazer, esporte e qualidade de vida. Ao investir em infraestrutura, segurança viária e alternativas inteligentes de deslocamento, a Prefeitura fortalece uma cidade cada vez mais amiga da bicicleta e das pessoas.
Paula Paz
Mobilidade Urbana
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São José EC já confirmou presença enquanto EC Taubaté não vai jogar
A Federação Paulista de Futebol (FPF) realiza, na próxima quinta-feira, o conselho técnico da Copa Paulista2026. A reunião, marcada para as 14h30 desta quinta feira, dia 23 de abril na sede da entidade, na Barra Funda, será o palco para a definição das chaves e do sistema de disputa. Além da organização tática, o evento confirmará quais agremiações estarão na briga pelo título neste segundo semestre.
Um dos pontos mais aguardados do encontro é a confirmação das vagas em torneios nacionais para o ano que vem. Para que a competição ofereça o direito de escolha entre a Copa do Brasil ou a Série D de 2027, é necessária a adesão de pelo menos três equipes que disputaram a Série A1 deste ano. Até o momento, o cenário é de expectativa nos bastidores da federação.
Verdão iniciou uma fase de ouro ao ganhar o campeonato paulista contra o Santos em 1959
O fim dos anos de 1950, o Palmeiras começou uma era de ouro que conseguiu ofuscar até mesmo o Santos, de Pelé. O grande time palmeirense da época foi chamado de Academia de Futebol. Foi tão vitorioso que teve sequência ainda na década de 1970, com a Segunda Academia.
O ano de 1959 é o marco da Academia. A primeira Academia teve como característica a presença de um grande treinador da história palestrina. No caso Oswaldo Brandão.
O início da Primeira Academia
O Mestre Oswaldo Brandão montou a base do esquadrão, uma equipe com estilo de jogo ofensivo, técnico, privilegiando a arte do jogo. A montagem do time, por sinal, começou com uma grande perda: campeão do mundo em 1958, Altafini Mazzola fora vendido ao Milan, onde se tornaria ídolo.
O Palmeiras usou bem o dinheiro. Trouxe, entre outros nomes, o goleiro Valdir de Moraes, o lateral Djalma Santos e o craque Julinho Botelho, que voltaria ao Brasil, justamente, depois de ser campeão italiano pela Fiorentina.
O Verdão estava sem levantar taças desde 1951, quando conquistou a Copa Rio. O Paulista de 1959 era um grande desafio, porque o favorito era o Santos, de Pelé.
Mas o Palmeiras disputou, ponto a ponto, a taça. Até que ambos chegaram na última rodada empatados, com 63. O campeão, então, seria decidido em uma final no Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.
O Verdão mostrou, então, que conseguiria fazer frente ao Santos de Pelé. Empate no primeiro jogo, no segundo e a necessidade de um terceiro. Foi um dos grandes jogos da história do Paulista: Pelé abriu o placar para o Peixe, mas Julinho Botelho e Romeiro viraram para os palmeirenses, que derrubaram os favoritos e levantaram a taça.
Campeão brasileiro
O título do Paulista de 1959 colocou o Palmeiras já na semifinal da Taça Brasil de 1960. A vaga na final, porém, só veio depois de muito drama contra o Fluminense.
Após empate sem gols no Pacaembu, a decisão da vaga ficou para o jogo do Rio de Janeiro. O jogo estava 0 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo, quando Humberto marcou o gol que colocou os palestrinos na decisão.
A decisão foi um passeio contra o Fortaleza. Depois de vitória fora de casa, o Verdão enfiou 8 a 2 no Pacaembu e conquistou seu primeiro título brasileiro.
A conquista colocou a equipe na Libertadores do ano seguinte, a primeira jogada pelo Palmeiras. O time conquistou uma histórica vitória na Argentina sobre o Independiente, derrubou ainda o Santa Fe e fez a final contra o Peñarol, mas acabou sucumbindo e perdeu o título para a equipe do goleador Alberto Spencer.
Reforço de peso
Em 1963, a Academia ganhou um reforço de peso: Ademir da Guia, filho de Domingos, chegou do Bangu e foi um reforço de peso que ajudou a manter a sequência de títulos da equipe.
Naquele mesmo ano, com a presença também do bicampeão do mundo Vavá, o Verdão voltou a ser campeão paulista, impedindo que o Santos fosse tetracampeão.
Vavá, porém, acabou negociado com o futebol espanhol em 1964. O Palmeiras, mais uma vez, usou certo o dinheiro e trouxe um jogador que se mostraria fundamental para a Academia: Dudu.
Dudu foi o parceiro ideal para Ademir e o Palmeiras formou uma verdadeira seleção. Em 1965, inclusive, representou a seleção brasileira em amistoso no Mineirão contra o Uruguai, dia 7 de setembro, que marcou a inauguração do estádio, que terminou em 3 a 0 para os palmeirenses.
Nos anos seguintes, a Academia voltaria a ofuscar o Santos de Pelé. Campeão do Rio-São Paulo em 1965, campeão paulista em 1966, o time dominou o Brasil em 1967.
No mesmo ano, o Verdão foi duas vezes campeão nacional. Com todo protagonismo de Ademir da Guia, o Palmeiras faturou o Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil.
O que faltou para a Academia foi, de fato, a Libertadores. Em 1968, o time voltou a final do torneio, mas perdeu, no terceiro jogo, para o Estudiantes, de Verón.
As glórias internacionais alviverdes vieram apenas em torneios amistosos. O clube conquistou, no fim da década de 1960, o Tereza Herrera e o Ramon de Carranza, na Espanha, batendo, inclusive, o Real Madrid.
Foi em 1969 que a Primeira Academia conquistou seu último título: foi o bicampeonato do Roberto Gomes Pedrosa, que representou o fim de uma era, sob o comando do lendário técnico Rubens Minelli.
A Segunda Academia
Foram poucos, porém, os anos sem títulos para o Palmeiras. A chamada Segunda Academia não demorou muito para voltar a dominar o país, com alguns ídolos da primeira, e novos nomes que surgiram.
Leão, Luís Pereira, Leivinha, Ademir da Guia, Dudu, Edu, César e companhia… A Segunda Academia começou a colher os frutos em 1972.
No Campeonato Paulista, o título veio de forma invicta e com grande destaque para o goleiro Leão, que sofreu apenas oito gols ao longo de 22 rodadas, enquanto o ataque marcou 33.
A dobradinha veio com uma grande campanha no Campeonato Brasileiro. Com a melhor campanha na primeira fase, o Verdão foi ao mata-mata com a vantagem do empate e acabou campeão depois de empate em 1 a 1 com o Inter e de Leão segurar o Botafogo, de Jairzinho, na final.
A Segunda Academia, apesar dos insucessos no Paulista e na Libertadores de 1973, brilhou com a conquista do bicampeonato brasileiro daquele ano com mais um 0 a 0 na final, contra o São Paulo. Para Luís Pereira, zagueiro daquele time, 1972 foi o ano do auge da Segunda Academia.
“Em 1972, ganhamos praticamente tudo. Penso que esse foi o auge da Academia. É que o Palmeiras vinha entrosado de anos antes… Se você pegar nossa escalação de 1971, 72 e 73 é praticamente a mesma. Eram os mesmos que jogavam, enquanto alguns saíam para dar espaço para outros. Uma equipe muito entrosada e forte com o comando do Oswaldo Brandão”, comentou o defensor em entrevista para oGol.
“Aquele era um grande time. Tínhamos o Madruga, argentino, grande jogador de toque de bola. O Edu (Bala) era rapidíssimo, e o Zeca foi o jogador mais regular em toda fase do Palmeiras, um cara muito trabalhador, espetacular. O Leão atravessou fases espetaculares. Dudu e Ademir? Pô, o que vamos falar deles. Jogaram sei lá quantos anos juntos… Ainda tínhamos César, Eurico, Alfredo Mostarda. Era uma coisa bonita”, completou Luís Pereira.
Em 1973, o Palmeiras voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro. Leivinha foi um dos destaques. Mais adiantado, foi o artilheiro do time no campeonato, com 20 tentos. Também em conversa para oGol, Leivinha ressaltou o grande ano e o trabalho de Oswaldo Brandão.
“O Brandão me colocou mais perto da área desde a punição ao César Maluco (Em novembro de 1972, o atacante foi suspenso por nove meses por ofender o árbitro Renato de Oliveira Braga). E realmente eu tive a oportunidade de ser o grande artilheiro do Palmeiras. Eu acho que o Brandão foi muito feliz na posição de técnico. Ele conseguiu formar uma grande equipe. A gente apresentava um futebol bem jogado”, destacou.
A Segunda Academia teve fim em 1974. O último grande ato foi a conquista do Paulista daquele ano, com vitória, na final, sobre o Corinthians, de Rivellino, diante de mais de 120 mil corintianos no Morumbi. Foi um final cruel contra o rival para fechar com chave de ouro uma época marcante do Palmeiras.
texto publicado pelo ge.com
Ao entrar em campo pela estreia do Fluminense na Libertadores de 2026, o goleiro Fábio tornou-se o jogador mais velho a jogar a competição.
Aos 45 anos, seis meses e sete dias, o arqueiro supera um outro companheiro de posição, o boliviano Luis Galarza, que defendeu o Bolívar, da Bolívia, com 44 anos, dois meses e 19 dias em 1995.
Fábio está em sua 30ª temporada como jogador profissional, sua quinta no Fluminense, clube que conquistou a taça da Libertadores em 2023.
Ao entrar em campo diante do La Guaira, da Venezuela, pela fase de grupos, no Estádio Olímpico de La UCV, ele também iguala o lateral-direito Marcos Rocha, hoje do Grêmio. O camisa 1 chega a 13 edições da competição continental e iguala o defensor.
Jogo foi válido pela Taça Libertadores daquele ano
Antigamente raramente havia jogos de futebol em plena sexta feira santa no Brasil.
Mas em 1984, sei lá porque, houve um grande jogo válido pela Libertadores entre Santos e Flamengo no Morumbi em São Paulo. A partida foi disputada a tarde e recebeu pouco mais de 24 mil torcedores.
Os dois clubes vinham se enfrentando com assiduidade desde 1980: foram nada menos do que 13 confrontos naquele período de cinco anos – número espantoso em tempos de Campeonato Brasileiro ainda no formato de grupos e mata-mata. E os rubro-negros vinham levando a melhor, de longe: eliminaram o Peixe nos Brasileiros de 1980 e 1982 e levaram o título nacional contra o time alvinegro em 1983.
A partida foi válida pela primeira rodada do segundo turno do grupo. Já no primeiro turno no Maracanã o Flamengo havia goleado o Peixe por 4 a 1.
O Mengo já não tinha mais seu maior ídolo, Zico e o Santos nem técnico definitivo tinha naquele momento.
Mas fica o registro para nossa seção de JOGOS PERDIDOS, essa peleja de 1984.
Confira a ficha técnica do jogo:
SANTOS 0 x 5 FLAMENGO
Taça Libertadores da América – primeira fase – segundo turno
Morumbi (São Paulo), 20 de abril de 1984
Público: 24.545 pessoas.
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins (RS).
Cartões amarelos: Ronaldo Marques e Dema (Santos); Andrade, Bigu e Edmar (Flamengo).
Expulsões: Dema aos 12 e Toninho Carlos aos 28 do 2º tempo (ambos do Santos).
Gols: Bebeto aos 13, Mozer aos 21, Edmar aos 40 do 1º tempo; Tita aos 26 (de pênalti) e aos 36 do 2º tempo.
Flamengo: Fillol – Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior – Andrade (Lúcio), Bigu e Tita – Bebeto (Élder), Edmar e João Paulo. Técnico: Cláudio Garcia.
Santos: Rodolfo Rodríguez – Davi, Márcio, Toninho Carlos e Paulo Róbson – Dema, Lino e Pita – Gersinho, Gérson (Camargo) e Ronaldo Marques (Fernando). Técnico: Del Vecchio (interino).
A última janela de amistosos antes da divulgação das listas de convocados para a Copa do Mundo, provocou uma mudança no ranking FIFA. A França assumiu a primeira colocação nesta quarta-feira (1) e nos fez lembrar: liderar a pontuação da Federação nunca foi garantia de título. Pelo contrário.
O empate sem gols da seleção espanhola contra o Egito abriu espaço para a França assumir o topo do ranking após duas vitórias em amistosos: 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira e 3 a 1 contra a Colômbia.
Desde que o ranking da FIFA passou a ser utilizado, em 1993, nenhuma seleção que iniciou uma Copa do Mundo na primeira colocação conseguiu conquistar o título.
• 1994: Alemanha liderava, mas o título ficou com o Brasil
• 1998: Brasil era a nº 1, e a França foi campeã
• 2002: França era favorita, e o Brasil levou o título
• 2006: Brasil novamente nº 1, com título da seleção italiana
• 2010: Brasil líder, e Espanha campeã
• 2014: Espanha nº 1, título da Alemanha
• 2018: Alemanha líder, título da França
• 2022: Brasil nº 1, e a Argentina conquistou o tricampeonato
Seria um bom sinal para Espanha, Argentina, Inglaterra e Portugal, que completam o top 5, respectivamente, se essa tradição continuasse e a França não conseguisse conquistar sua terceira Copa do Mundo. A seleçõ foi vice-campeã no Catar 2022, campeã na Rússia 2018 e chegou às semifinais da Eurocopa da Alemanha 2024, quando foi eliminada pela Espanha.
© 2019. Futebol do Vale por Antonio Carmo.