A Holanda está fora da Copa do Mundo de 2026 após perder nos pênaltis para o Marrocos, no mais novo capítulo de uma longa sequência de decepções internacionais.
texto original do site flashcore.com.br
Nas últimas três Copas do Mundo, a Holanda não perdeu nenhuma partida. Nem no tempo normal, nem na prorrogação. A invencibilidade já chega a 16 jogos – ninguém na história do torneio tem uma sequência maior.
Mesmo assim, os holandeses só têm uma medalha de bronze de 2014 para mostrar nesta sequência e poucas lembranças positivas. Depois de perder para a Argentina nos pênaltis na semifinal de 2014, a Laranja foi eliminada do mesmo jeito pela mesma Argentina nas quartas de 2022 e agora sofreu o mesmo destino diante do Marrocos.
A derrota desta segunda-feira para o Marrocos foi especialmente amarga. Eles sofreram o gol de empate nos acréscimos. E durante os penais, Bart Verbruggen defendeu a cobrança de Soufiane Rahimi quando a Holanda vencia por 1 a 0, mas acabou, sem querer, empurrando a bola para dentro do gol com o calcanhar.
Agora, a Holanda divide o recorde de mais derrotas em disputas de pênaltis em Mundiais, empatada com a Espanha. Foram quatro reveses no total – número que inclui a derrota para o Brasil em 1998. O time de Memphis Depay se tornou, no entanto, o primeiro a perder três seguidas.
Antes dessa sequência de derrotas na marca do cal, a Holanda perdeu a final da Copa de 2010 nos minutos finais da prorrogação e detém o recorde de mais finais perdidas da história do torneio (1974, 1978 e 2010).
Mesmo assim, os holandeses só têm uma medalha de bronze de 2014 para mostrar nesta sequência e poucas lembranças positivas. Depois de perder para a Argentina nos pênaltis na semifinal de 2014, a Laranja foi eliminada do mesmo jeito pela mesma Argentina nas quartas de 2022 e agora sofreu o mesmo destino diante do Marrocos.
A última vez que a Holanda perdeu uma partida de Copa do Mundo no tempo normal foi há 20 anos, nas oitavas de final da Copa de 2006 contra Portugal.
No total, os holandeses participaram de nove disputas de pênaltis em grandes torneios e foram eliminados sete vezes.
Além dos fracassos em Copas, há também decepções nas Eurocopas de 1992, 1996 e 2000 – três vezes seguidas também. Eles só quebraram esse jejum na Euro seguinte, de 2004, quando superaram a Suécia.
A única vitória da Holanda nos pênaltis foi em 2014, no Brasil, contra a Costa Rica. Naquela ocasião, o experiente técnico Louis van Gaal fez uma escolha inusitada e trocou o goleiro antes da disputa – o reserva Tim Krul foi o herói daquela classificação. Porém, no jogo seguinte, a decisão foi novamente para os pênaltis, mas a Holanda já tinha feito todas as substituições, não pôde repetir a estratégia e perdeu para a Argentina em Itaquera.
O trauma dos pênaltis agora já passou de pai para filho. O técnico Ronald Koeman colocou Justin Kluivert entre os cobradores contra o Marrocos, e ele desperdiçou seu chute, assim como seu pai Patrick fez 26 anos antes.
Apesar de Patrick normalmente ser confiável nas cobranças, ele perdeu um pênalti na semifinal da Euro 2000 contra a Itália, em uma das derrotas mais dolorosas da Laranja. Sediando o torneio e enfrentando uma Itália com um jogador a menos, Kluivert e companhia pareciam prontos para chegar à final, mas perderam dois pênaltis durante o jogo e mais três na disputa de desempate.
Exatamente 26 anos depois, no mesmo dia, Justin Kluivert acertou a mesma trave que seu pai, a Holanda desperdiçou três das cinco cobranças e foi eliminada do Mundial de 2026.
Por Raoni David
Quando enfrentar o Japão nesta segunda-feira, 29 de junho, às 14h no horário de Brasília, em Houston, pela fase de 16 avos da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, a Seleção Brasileira estará em sua 46ª partida eliminatória na história dos mundiais. O retrospecto é positivo, com 66,7% de aproveitamento e 95 gols marcados. Com 8 gols, Leônidas da Silva e Ronaldo são os maiores artilheiros brasileiros nos mata-mata de Copas.
Dos 45 jogos em mata-mata dos mundiais o Brasil venceu 28, foi derrotado em 11 vezes e teve seis empates. Marcou 95 gols e sofreu 63, tendo um total de 66,7% de aproveitamento. São 33 jogos contra europeus, 8 contra sul-americanos; 2 contra países da Concacaf; e um da Ásia e outro da África.
Nestas seis igualdades, o Brasil se deu melhor nas penalidades em três oportunidades. Ao conquistar o tetracampeonato, em 1994; ao avançar à decisão do título, em 1998; e ao chegar à semifinal na Copa do Mundo de 2014. Por outro lado, foi derrotado nos pênaltis nas quartas de final das Copas de 1986 e 2022. Na edição de 1938, sem prorrogação ou pênaltis previstos, jogou novamente com a Tchecoslováquia num jogo-desempate, quando venceu e passou à semifinal.
Das 11 doloridas derrotas, uma foi na final de 1998; duas em disputas de terceiro lugar em 1974 e 2014; outras duas em semifinais, em 1938 e 2014; quatro em quartas de finais, em 1954, 2006, 2010 e 2018; e mais duas em oitavas de final, em 1934 e 1990. Neste caso cabe a explicação de que o confronto com o Uruguai, pela Copa do Mundo do Brasil, em 1950, não era uma final direta, e sim a última rodada do quadrangular decisivo previsto naquela edição de mundial.
O histórico de 28 vitórias foi construído especialmente no pentacampeonato, já que foram 16 triunfos em mata-mata de competições vencidas pelo Brasil, com destaque para o título de 2002, quando a seleção comandada por Luiz Felipe Scolari venceu os quatro confrontos eliminatórios que fez.
Principais rivais
Chile, Itália, França e Holanda são os países que mais enfrentaram o Brasil em decisões nos mundiais, tendo 100% de aproveitamento diante dos chilenos e vantagem contra os italianos, que saíram vencedores apenas uma vez. Já contra franceses e holandeses o Brasil tem desvantagem, pois venceu ambos apenas uma vez, colecionando duas derrotas para cada. Quando empatou, avançou contra a Holanda, em 1998, mas foi eliminado pela França, em 1986.
Além dos europeus, a única seleção que já derrotou o Brasil em um mata-mata de Copa foi a Argentina, que venceu o confronto pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, na Itália, por 1 a 0.
Os artilheiros
Leônidas da Silva e Ronaldo, com oito gols cada, são os maiores artilheiros do Brasil em confrontos de mata-mata de Copa do Mundo. O Diamante Negro marcou um na Copa de 34 e os outros sete na edição seguinte. Já o Fenômeno fez três no mundial de 1998, outros quatro em 2002 e mais um em 2006.
Com sete gols, Pelé e Vavá aparecem na sequência, enquanto Garrincha e Rivaldo marcaram quatro vezes cada. Com três gols e presente na Copa do Mundo deste ano, Neymar está empatado com Bebeto, Jairzinho, Perácio e Romeu. Careca, César Sampaio, David Luiz, Rivelino, Robinho, Romário e Tostão marcaram duas vezes cada.
(Crédito: Rafael Ribeiro / CBF)
Publicado em 24 de junho de 2026, às 12h00 site futebolpaulista.com.br
Brasil e Escócia se enfrentam na noite desta quarta-feira, 24 de junho, às 19h, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. O confronto -que vale a classificação e o primeiro lugar na chave- será o 77º da Seleção Brasileira contra uma europeia em toda a história das Copas. São 44 vitórias, 16 empates e 16 derrotas, num total de 64,9% de aproveitamento com 138 gols marcados e 85 sofridos. Pelé é o artilheiro brasileiro nestas partidas.
Destes 76 jogos contra europeus, quatro foram justamente contra a Escócia, estando a seleção brasileira invicta. No primeiro jogo, em 1974, na Alemanha, empate sem gols; em 1982, na Espanha, vitória brasileira por 4 a 1 com gols de Zico, Oscar, Éder e Falcão; oito anos depois, na Itália, Muller marcou o gol solitário da vitória brasileira; enquanto Cafu e Boyd (contra) marcaram os gols do Brasil na vitória por 2 a 1 na França, em 1998.
Após ser derrotado por Iugoslávia e Espanha nas Copas de 1930 e 1934, respectivamente, o Brasil conseguiu sua primeira vitória contra europeus no Mundial da França, em 1938, quando venceu a Polônia por 6 a 5. Naquela mesma edição ainda venceria a Tchecoslováquia e Suécia, para conquistar o terceiro lugar, na primeira grande campanha brasileira em Copas.
Após seis jogos de invencibilidade contra países da Europa -com direito a goleadas históricas sobre Espanha e Suécia em 1950- o Brasil voltou a ser derrotado na Suíça, em 1954, quando foi eliminado pela Hungria após perder por 4 a 2 no que ficou conhecido como a ‘Batalha de Berna’.
Taça em solo europeu
Para conquistar a primeira das cinco taças, porém, o Brasil foi até a Europa. Na Copa da Suécia, em 1958, o time comandado por Vicente Feola enfrentou seis europeus, vencendo a Áustria na estreia, empatando com a Inglaterra na segunda partida e engatando quatro vitórias seguidas contra União Soviética, País de Gales, França e Suécia para ser campeão do Mundo.
O bi, no Chile, veio com vitórias contra Espanha na primeira fase, Inglaterra nas quartas de final e Tchecoslováquia -contra quem empatou sem gols na segunda partida- na decisão.
Fim da invencibilidade
Para conquistar as duas primeiras taças da Copa do Mundo, o Brasil esteve invicto por dez jogos contra países europeus. A vitória diante da Bulgária na Copa de 1966, na Inglaterra, aumentou essa marca para 11 jogos, mas antecedeu duas derrotas para Hungria e Portugal que eliminou precocemente a seleção bicampeã da disputa pelo tri.
Este, porém, veio na Copa seguinte, no México, e com europeus sendo superados no caminho. Na primeira fase, Tchecoslováquia, Inglaterra e Romênia foram vencidas por 4 a 1, 1 a 0 e 3 a 2, respectivamente. Diante da Itália, a decisão valia também o título de primeiro tricampeão do mundo e o Brasil não tomou conhecimento ao vencer por 4 a 1.
As próximas derrotas para europeus foram traumatizantes. Na primeira oportunidade de buscar o tetracampeonato, o Brasil sucumbiu diante da Holanda na Copa de 1974, na Alemanha, onde ainda perdeu o terceiro lugar ao ser derrotado pela Polônia. Já em 1982, na Espanha, a derrota foi para a Itália de Paolo Rossi, que frustrou toda uma geração de brasileiros que apostavam na conquista do título do time que encantava a torcida.
Maior sequência invicta
Em meio a um longo jejum de títulos mundiais, após a derrota para os italianos, o Brasil conseguiu emplacar a sua maior sequência de invencibilidade contra europeus em Copas do Mundo, com 12 partidas sem perder.
Após vencer Espanha, Irlanda do Norte e Polônia, a seleção brasileira foi eliminada pela França na Copa do México, em 1986, somente nos pênaltis; na Copa da Itália, em 1990, venceu Suécia e Escócia antes de ser eliminada pela Argentina; na campanha do tetracampeonato, Rússia, Holanda e Suécia -com quem havia empatado na primeira fase- foram superados antes da vitória nos pênaltis diante da Itália; e, por fim, na Copa da França, em 1998, venceu a Escócia na estreia, mas já classificado o Brasil teve a sequência de invencibilidade quebrada ao perder para a Noruega no último jogo da primeira fase. Aquele time ainda perderia a final da Copa para a França, em nova derrota traumática para europeus.
O penta contra europeus
Para ser pentacampeão em 2002, na Copa do Mundo do Japão e da Coréia do Sul, o Brasil teve que enfrentar -e vencer- europeus em cinco oportunidades. A Turquia, na estreia e na semifinal, além de Bélgica, Inglaterra e a Alemanha, na decisão, que foi derrotada por 2 a 0.
Desde então, dificuldades…
Desde o penta, porém, o Brasil enfrenta muitas dificuldades nos confrontos contra times da Europa. São 13 jogos com 5 vitórias brasileiras -todas na primeira fase-, 5 derrotas -todas em mata-mata- e 3 empates, inclusive no último confronto, na Copa do Mundo do Catar, em 2022, quando foi eliminado pela Croácia, nos pênaltis.
A última vitória foi contra a Suíça, ainda na fase de Grupos da Copa do Mundo de 2022, no Catar, com gol de Casemiro.
Destas cinco derrotas, destacam-se as eliminações para França e Holanda nas Copas de 2006 e 2010, na Alemanha e África do Sul, respectivamente; além do 7 a 1 sofrido pelos alemães e precedido da derrota por 3 a 0 para os holandeses na disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo disputada em casa, em 2014.
Artilharia
Segundo maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo com 12 gols, Pelé é o destaque da lista contra europeus, com 11 tentos anotados, seis na Copa de 1958 e cinco na Copa de 1970. Na sequência aparece Leônidas da Silva, que marcou 8 vezes, enquanto Ademir de Menezes e Vavá fecham o Top 3 com sete gols cada.
Jogo foi válido pelo campeonato paulista da segunda divisão 2026
O Independente de Limeira entrou para a história neste sábado ao aplicar uma impiedosa goleada de 17 a 0 sobre o Grêmio Catanduense, pela Bezinha do Campeonato Paulista de 2026. O resultado não apenas estabeleceu a maior goleada da competição, como também se tornou a maior já registrada em todo o futebol profissional do Estado de São Paulo.
A marca superou um recorde que havia sido igualado na semana passada, quando a Matonense venceu justamente o Grêmio Catanduense por 13 a 0. Agora, o Galo de Limeira assumiu sozinho o topo da lista histórica, ultrapassando inclusive a goleada da Ferroviária por 15 a 1 sobre o Velo Clube, pela Série A2 de 1955, que durante décadas foi a maior diferença de gols entre equipes paulistas em torneios profissionais.
O grande nome da partida foi Iago Ramiro. O camisa 10 marcou cinco vezes e disparou na artilharia da Bezinha, chegando aos 11 gols. Matheus Silva e Carlim balançaram as redes duas vezes cada, enquanto Filipe Ferreira, Jean, Kayo, Isac Newton, Léo Alves, Pietro, Diego Mori e Bocão completaram a goleada histórica. O placar ainda teve um gol contra, fechando os 17 tentos do Independente.
Detalhe mais curioso: centroavante Fábio Souza, que veste a 9 do Independente, passou em branco no jogo. Isso mesmo: o centroavante titular do time não marcou nenhum dos 16 gols do time. Ele jogou os 90min. Ele ainda não marcou na Bezinha em seis partidas. No ano tem apenas um gol, em seis jogos que disputou pelo Tanabi na Série A4.
O Grêmio Catanduvense entrou com 9 em campo, no jogo válido pela ultima rodada da Bezinha. Time termina a competição com 66 gols sofridos e 62 gols negativos de saldo.
Com o resultado, a partida passa a liderar a relação das maiores goleadas do futebol profissional paulista. No Paulistão, o recorde pertence ao Paulistano, que fez 12 a 0 sobre a AA Palmeiras em 1920. Na Série A3, a maior goleada é o 15 a 1 do Pirassununguense sobre o Piraju, em 1987. Na Série A4, o Mauense venceu o ECUS Suzano por 14 a 2 em 2015, enquanto na Copa Paulista o maior placar continua sendo o 8 a 1 do Taquaritinga sobre a Paraguaçuense em 2003.
Maiores goleadas por campeonato do futebol profissional paulista
Um dos maiores ídolos da história do futebol, Lionel Messi, de 38 anos, voltou a fazer história nesta segunda-feira (21). Com dois gols marcados contra a Áustria, o camisa 10 se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo de forma isolada. O craque tem 18 gols.
Com os dois gols marcados, Messi também assumiu a artilharia da atual edição da Copa do Mundo de forma isolada. Ele balançou as redes em cinco oportunidades nos Estados Unidos.
Lionel Messi fez um em 2006, passou em branco na Copa seguinte. Em 2014, o camisa 10 anotou quatro gols e na Copa de 2018 deixou sua marca uma única vez. Craque e campeão em 2022, o argentino marcou em sete oportunidades.
texto exibido no site flashscore.com
O elenco brasileiro que encantou o mundo em 1970 tinha média de 24,5 anos no dia da abertura da Copa do Mundo do México. A evolução da preparação física, da medicina esportiva e dos métodos de recuperação foi gigantesca nos últimos 55 anos. Ao mesmo tempo, a juventude também encontra espaço cada vez mais cedo no futebol de alto rendimento.
Se, de um lado, o Brasil terá à disposição os jovens Endrick e Rayan, que estão entre os 20 jogadores mais novos da Copa de 2026 com 19,9 anos — são 1.248 atletas no total —, de outro a Seleção comandada por Carlo Ancelotti é a mais velha que o país já levou para um Mundial desde 1930. Com média de 29,2 anos, o grupo atual é quase cinco anos mais velho do que o dos tricampeões do mundo.
No recorte da Copa que começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, a primeira da história com 48 seleções, o Brasil também aparece entre os times mais experientes do torneio. Entre os campeões mundiais, só tem média de idade inferior à da Argentina. No ranking geral, ocupa a sexta colocação. O Panamá, com média de 30,4 anos, lidera a lista das equipes mais velhas
No recorte da Copa que começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, a primeira da história com 48 seleções, o Brasil também aparece entre os times mais experientes do torneio. Entre os campeões mundiais, só tem média de idade inferior à da Argentina. No ranking geral, ocupa a sexta colocação. O Panamá, com média de 30,4 anos, lidera a lista das equipes mais velhas
No recorte da Copa que começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, a primeira da história com 48 seleções, o Brasil também aparece entre os times mais experientes do torneio. Entre os campeões mundiais, só tem média de idade inferior à da Argentina. No ranking geral, ocupa a sexta colocação. O Panamá, com média de 30,4 anos, lidera a lista das equipes mais velhas
Mas o que antes parecia um feito isolado tornou-se cada vez mais comum. Em 2014, o marfinense Didier Drogba entrou para o grupo dos veteranos goleadores ao marcar aos 36 anos. Em 2018, o australiano Tim Cahill balançou as redes aos 38. Já na Copa de 2022, dois novos nomes passaram a integrar a lista histórica: o canadense Atiba Hutchinson, aos 39 anos, e o português Cristiano Ronaldo, que marcou contra Gana aos 37 e se tornou o primeiro jogador a fazer gols em cinco Copas diferentes.
O craque português pode ampliar sua própria marca em 2026. Com 41 anos e 35 dias na abertura do torneio, ele será o segundo jogador mais velho da competição. Ainda assim, não conseguirá alcançar Roger Milla na lista dos artilheiros mais veteranos da história dos Mundiais.
A tendência não aparece apenas entre os goleadores. Entre os dez jogadores mais velhos a entrar em campo em Copas do Mundo, sete participaram de edições realizadas a partir de 2010. O recorde pertence ao goleiro egípcio, que atuou na Copa da Rússia, em 2018, com 45 anos e 161 dias. Na ocasião, ele ainda defendeu um pênalti diante da Arábia Saudita. Antes dele, o colombiano Faryd Mondragón havia se tornado o primeiro atleta da história a disputar um Mundial depois dos 43 anos.
Se Roger Milla parecia uma raridade em 1994, o futebol moderno mostra que envelhecer deixou de ser, necessariamente, um obstáculo para permanecer no maior palco do esporte. Na Copa da América do Norte, além dos goleiros veteranos, nomes como Lionel Messi, Luka Modric e Cristiano Ronaldo liderarão suas seleções já próximos ou acima dos 40 anos.
Os dados etários dos jogadores convocados para a Copa também mostram que a distância entre os mais novos e os mais experientes vem aumentando de forma consistente. Os adolescentes estão ganhando a confiança dos treinadores cada vez mais cedo.
Na Copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão e vencida pelo Brasil, havia apenas três jogadores com menos de 19 anos: os nigerianos Femi Opabunmi e Bartholomew Ogbeche, além do russo Dmitriy Sychev. O atacante russo, inclusive, entrou para a lista dos jogadores mais jovens a marcar um gol em Mundiais.
Oito anos antes, no tetra conquistado pelo Brasil nos Estados Unidos, havia apenas um atleta com menos de 19 anos entre os convocados das 24 seleções participantes: o zagueiro camaronês Rigobert Song.
A ampliação da Copa para 48 seleções ajuda a explicar parte desse fenômeno, mas não é a única razão. O futebol moderno produz talentos em velocidade cada vez maior, enquanto os avanços físicos e tecnológicos permitem que jogadores experientes prolonguem suas carreiras por mais tempo.
O resultado é uma Copa de extremos. De um lado, adolescentes que ainda não completaram 18 anos. Do outro, veteranos que ultrapassaram os 40. Entre o mexicano Gilberto Mora e o goleiro escocês Craig Gordon, o jogador mais velho do torneio, há mais de 25 anos de diferença. Em um Mundial que terá o Brasil mais experiente de sua história, a principal marca da edição de 2026 talvez seja justamente essa: nunca houve tanto espaço para jogadores de gerações tão distantes compartilharem o mesmo palco.
O Brasil chega à Copa do Mundo de 2026 como a seleção com mais jogos disputados na história da competição, mas a Alemanha espreita a liderança caso a Canarinha sofra um revés precoce.
O Brasil continua sendo a seleção com maior prestígio no cenário mundial, eternizada pelo seu estilo “Joga Bonito” e por ter brilhado com nomes como o lendário Rei Pelé, Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno e Neymar, entre tantos outros.
A hegemonia da Seleção se reflete nos cinco Mundiais conquistados, um patamar que faz dos brasileiros os recordistas do torneio, embora este não seja o único marco histórico que ostentam.
Até hoje, o Brasil é o time que mais partidas disputou na história da Copa, com um total de 114 jogos. Um registo natural para quem já ergueu o troféu cinco vezes e escreveu longas histórias em caminhadas anteriores. Porém, a Alemanha aparece logo atrás, a meras duas partidas de distância.
A “Die Mannschaft” contabiliza 112 confrontos oficiais em Mundiais, somando os registos da Alemanha Ocidental e da atual seleção, sua sucessora natural — um cenário esperado para a segunda nação mais vitoriosa do mundo, com quatro títulos, assim como a Itália.
O elenco liderado por Julian Nagelsmann poderá superar o Brasil caso os brasileiros sejam eliminados no mata-mata e os alemães consigam manter uma campanha longa neste Mundial, partindo do pressuposto de que ambas superem a fase de grupos sem sustos.
Quem parece ter o seu lugar blindado na hierarquia é a Argentina, que ocupa o 3º posto com um total de 88 jogos oficiais, cinco acima da Itália, que vai ficar fora do Mundial pela 3ª edição consecutiva.
Surpreendentemente, a Azzurra ainda segura a 4ª posição desta lista com 83 partidas, resistindo a uma trajetória recente desastrosa. Desde que se sagraram campeões em 2006, os italianos somaram eliminações consecutivas na fase de grupos em 2010 e 2014 e não voltaram a se classificar para o torneio desde então, totalizando três ausências seguidas se incluirmos a de 2026.
Apesar do hiato, os italianos não correm o risco de perder o 4º lugar, uma vez que a concorrente mais direta é a Inglaterra, que acumula 74 jogos em Mundiais. Mesmo que os ingleses cheguem à final, somariam oito partidas e atingiriam os 82 jogos, ficando ainda assim a um degrau dos tetracampeões.
Já a França poderá entrar no top 5 da tabela, a apenas um jogo de distância da Inglaterra, com um total de 73 confrontos na Copa. Contudo, tal como a equipe de Gareth Southgate, Les Bleus não conseguirão ultrapassar a Itália, mesmo que marquem presença na final de 19 de julho, no MetLife Stadium
Brasil – 114 jogos
Alemanha – 112 jogos
Argentina – 88 jogos
Itália* – 83 jogos
Inglaterra – 74 jogos
França – 73 jogos
*Não se classificou para o Mundial de 2026
texto do portal ogol.com
Em um anúncio para lá de inesperado, um príncipe saudita afirmou que irá investir na SAF do Inter de Limeira. Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud adquiriu a SAF do clube do interior do paulista, que está atualmente na terceira divisão do futebol brasileiro, em parceria com os ex-jogadores Ronaldo e Roberto Carlos, estrelas do penta da seleção brasileira.
“Minha primeira experiência em investir em clubes esportivos foi a aquisição do clube brasileiro Inter de Limeira em parceria com Ronaldo e Roberto Carlos”, comunicou o príncipe saudita nesta segunda-feira, 25, nas suas redes sociais.
A aquisição veio acompanhada de um card afirmando: “SAF forte. Inter gigante. Grandes nomes do esporte e pessoas super competetentes se unindo em prol de um novo futuro para a Inter de Limeira. Uma SAF forte, com visão, história e potencial para recolocar a Internacional no lugar que merece. Torcendo para que esse projeto se concretize e seja um grande marco para o clube e para toda a cidade”.
Oficialmente, a Inter de Limeira ainda não se posicionou sobre a venda da SAF e nem mesmo sobre o anúncio do príncipe saudita. No entanto, o que se sabe é que o investidor árabe faz partedo grupo que deve adquirir a SAF, junto com Ronaldo, Roberto Carlos e o empresário Enrico Ambrogini.
Há quase 2 meses, o empresário Enrico Ambrogini publicou em suas redes sociais que o grupo havia apresentado oficialmente ao Conselho Deliberativo da Inter de Limeira, uma proposta para assumir a gestão do clube. Na ocasião, ele esteve acompanhado de Ronaldo.
“O sonho se tornando realidade! Dia 31/03/26 é a apresentação e votação da minha proposta para ser investidor da Inter de Limeira, em SP, cidade dos meus avós. E eu não tô sozinho nessa.”, escreveu Ambrogini.
Após aprovação do Conselho Deliberativo, o clube assinou o Memorando de Entendimentos (MoU) com o grupo de investidores e iniciou a fase de due diligence (auditoria interna) e a contratação de consultorias para o valuation (avaliação do valor de mercado) dos ativos. Assim, restam ainda trâmites finais de análise jurídica e da aprovação final em Assembleia Geral.
No último sábado (23), um áudio vazado do lateral Roberto Carlos aumentou as especulações, inclusive mostrando o interesse do grupo formado por eles de assumir a gestão de mais clubes.
“Ronaldo me chamou para ser sócio dele no clube. Então a gente vai começar agora a investir na Inter. Depois vamos para outros clubes também. Deixa eu só oficializar tudo isso com o Ronaldo, com o Abdullah, que é meu sócio. E sair tudo direitinho, organizar tudo direitinho, depois a gente faz uma coletiva de imprensa bem legal e bem profissional’, diz Roberto Carlos no áudio.
Apesar do anúncio do príncipe saudita e do empresário paulista, detalhes da negociação não foram revelados, como o valor para aquisição da SAF, porcentagens ou a expectativa de investimento no futebol do clube.
O príncipe Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud pertence à dinastia Al Saud, a família real que governa a Arábia Saudita, sendo neto do rei herdeiro e integrante de uma nova geração de investidores da realeza que buscam diversificar ativos no esporte global. Ele também é investidor e membro honorário do Al Hilal.
Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud já era conhecido por promover torneios particulares e eventos envolvendo ex-jogadores renomados ao redor do mundo. O ex-lateral Roberto Carlos é considerado seu amigo próximo, com diversos encontros entre os dois sendo registrados em redes sociais.
Apesar disso, Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud não deve ser a figura central da SAF da Inter de Limeira, sendo um investidor. O CEO será o empresário Enrico Ambrogini, que possui especialização em Gestão Esportiva com Foco na Indústria do Futebol pela Universidade de Londres, além de Master pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Ele já foi atuou como gerente da Inter de Limeira entre 2019 e 2021 e foi CEO da SAF do Figueirense.
De volta à Série A
A Inter de Limeira já foi um dos clubes mais tradicionais do interior paulista e figurou na primeira divisão do futebol brasileiro oito vezes, entre 1979 e 2000. A melhor campanha aconteceu em 1986, quando a equipe chegou até as oitavas de final e acabou eliminada para o São Paulo no agregado de 4 a 2.
As décadas seguintes foram com dificuldades para Inter de Limeira, que ficou sem divisão nacional e ainda caiu a divisões inferiores no futebol paulista. O retorno à Série D aconteceu em 2021 e seguiu até 2025, quando a equipe chegou até a semifinal e acabou garantindo o acesso para a terceira divisão.
Assim, depois de 23 anos, a Inter de Limeira chegou até a Série C do futebol brasileiro. Até agora foram disputadas oito rodadas e a equipe do interior paulista tem sido competitiva, com 12 pontos conquistados e na nona posição pelo saldo de gols. Os oito primeiros colocados avançam para a segunda fase. Dá para sonhar com a Segundona em 2027.
texto publicado pelo canal ge.globo
Convocado para a disputa da Copa do Mundo de 2026, o meia-atacante Neymar entrou nesta segunda-feira para uma seleta lista da seleção brasileira. O craque do Peixe passa a integrar a galeria de jogadores com quatro Copas do Mundo (2014, 2018, 2022 e 2026).
Ele se junta ao grupo formado por:
Destes, apenas Neymar e Thiago Silva não foram campeões.
A edição deste ano é, possivelmente, a última oportunidade para que o maior artilheiro da história da Seleção levante a taça.
Entre as três edições que Neymar participou, a Seleção chegou mais longe em 2014, mas sem o craque em campo na histórica goleada por 7 a 1 sofrida contra a Alemanha, na semifinal.
Nas Copas seguintes, o Brasil caiu nas quartas de final. Primeiro, para a Bélgica em 2018. Depois, para a Croácia, em 2022.
Neymar tem 12 jogos disputados em Copas do Mundo. São oito gols marcados e três assistências.
texto original site ge.globo
Antes de mais uma convocação da Seleção, você sabe qual clube cedeu mais jogadores para o Brasil na história das Copas do Mundo?
O Botafogo lidera o ranking de times com mais atletas convocados, seguido de perto pelo São Paulo (confira abaixo a lista completa).
O topo da lista é dominado por clubes brasileiros, mas os estrangeiros vêm ganhando espaço nos últimos anos – o Real Madrid, único presente no top-10, é o principal deles.
O Botafogo mantém a dianteira do ranking mesmo não tendo representantes nas duas Copas passadas. O último foi o goleiro Jefferson, em 2014. Nesta segunda, há a expectativa pela convocação do meio-campista Danilo. Confira a lista dos clubes com mais jogadores.
Botafogo (47)
Benedicto, Carvalho Leite (2x), Nilo, Pamplona, Octacilio, Pedroza, Waldir, Ariel, Attila, Canalli, Germano, Martim Silveira (2x), Nariz, Patesko, Perácio, Zezé Procópio, Nilton Santos (4x), Didi (2x), Garrincha (2x), Amarildo, Zagallo, Gerson, Jairzinho (3x), Manga, Rildo, Paulo Cézar Caju, Roberto Miranda, Dirceu, Marinho Chagas, Gil, Rodrigues Neto, Paulo Sérgio, Alemão, Josimar, Mauro Galvão, Bebeto, Gonçalves e Jefferson.
São Paulo (46)
Armandinho, Luisinho, Sylvio Hoffman, Waldemar de Brito, Bauer (2x), Friaca, Noronha, Ruy, Maurinho, Mauro Oliveira (2x), Alfredo, De Sordi, Dino Sani, Bellini (2x), Jurandir, Paraná, Gerson, Mirandinha, Waldir Peres (3x), Chicão, Zé Sergio, Oscar (2x), Renato, Serginho, Careca, Falcão, Müller (2x), Silas, Ricardo Rocha, Cafu, Leonardo, Zetti, Denílson, Zé Carlos, Belletti, Kaká, Rogério Ceni (2x) e Mineiro.
Flamengo (35)
Araken, Moderato, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Walter, Bigode, Juvenal, Rubens, Dequinha, Índio, Dida, Joel, Moacir, Zagallo, Paulo Henrique, Silva, Brito, Paulo Cézar Caju, Renato, Toninho, Zico (3x), Júnior, Leandro, Sócrates, Renato Gaúcho, Zé Carlos, Gilmar Rinaldi, Júnior Baiano, Zé Roberto, Juninho Paulista, Kléberson, Everton Ribeiro e Pedro.
Vasco (35)
Brilhante, Fausto, Itália, Russinho, Leônidas da Silva, Tinoco, Niginho, Jaú, Augusto, Barbosa, Chico, Danilo Alvim, Ely (2x), Maneca, Ademir Menezes, Alfredo, Paulinho, Pinga, Bellini, Orlando, Vavá, Brito, Abel, Dirceu, Roberto Dinamite (2x), Pedrinho, Acácio, Bebeto, Bismarck, Mazinho, Tita, Ricardo Rocha e Carlos Germano.
Fluminense (32)
Fernando, Fortes, Ivan Mariz, Preguinho, Velloso, Tim, Batatais, Hércules, Machado, Romeu, Castilho (4x), Rodrigues, Didi, Pinheiro, Veludo, Altair (2x), Castilho, Jair Marinho, Denilson, Félix, Marco Antônio (2x), Edinho (2x), Rivelino, Branco (2x), Paulo Vitor e Fred.
Palmeiras (25)
Luizinho, Jair Rosa Pinto, Humberto Tozzi, Rodrigues, Mazzola, Djalma Santos (2x), Vavá, Zequinha, Baldocchi, Leão (4x), Ademir da Guia, Alfredo Mostarda, César, Leivinha, Luis Pereira, Jorge Mendonça, Mazinho, Zinho, Marcos e Weverton.
Santos (24)
Pelé (4x), Pepe (2x), Zito (3x), Coutinho, Gilmar (2x), Mauro Oliveira, Mengálvio, Edu (3x), Lima, Orlando, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Joel Camargo, Marinho Peres e Robinho.
Corinthians (23)
Brandão, Lopes, Baltazar (2x), Cabeção, Gilmar, Oreco, Garrincha, Rivelino (2x), Ado, Zé Maria, Sócrates, Carlos, Casagrande, Edson Boaro, Viola, Dida, Ricardinho (2x), Vampeta, Cássio e Fagner.
Real Madrid (13)
Roberto Carlos (3x), Cicinho, Robinho, Ronaldo, Kaká, Marcelo (2x); Casemiro, Éder Militão, Rodrygo e Vini Jr.
Atlético-MG (12)
Dadá Maravilha, Toninho Cerezo (2x), Reinaldo, Éder, Luizinho, Edivaldo, Elzo, Taffarel, Gilberto Silva, Jô e Victor.
Cruzeiro (11)
Tostão (2x), Fontana, Wilson Piazza (2x), Nelinho (2x), Ronaldo, Dida, Edílson e Gilberto.
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